A coluna Radar Online, da revista Veja, divulgou que a Rede Globo prorrogou os contratos dos direitos de tv do Brasileirão com diversos clubes, inclusive o São Paulo (além de Santos, SCCP, Palmeiras, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo e Atlético MG). A emissora estaria oferecendo R$ 30 milhões de luvas para assinar até 2017 (o contrato atual vai até 2015).
Para a Globo, é uma jogada sensacional. Primeiro, a emissora fez contratos individuais com os clubes, sem se comprometer a fornecer grandes adiantamentos (ao contrário do que ocorreria na Licitação do C13). Depois, estipulou um teto para antecipações de cotas que frustrou muitos clubes, que contavam com isso para sanar suas contas.
Assim, viu os dirigentes numa situação vulnerável, e teve como trunfo luvas caprichadas pela renovação de contrato, evitando, com isso, a guerra pela qual passou da última vez, quando correu o risco de ficar sem o torneio. Genial.
Para os clubes, há uma vantagem imediata: o alívio nas contas. No caso específico do São Paulo, certamente será tranquilizador ver R$ 30 milhões nas contas do clube, depois de 7 meses sem patrocínio master (e com boas probabilidades de assim permanecer até o fim do ano).
Contudo, também há um lado negativo. Primeiro, porque em 2015, seria possível, em tese, fazer uma nova concorrência, ou ao menos reclamar uma majoração dos valores. Segundo, porque joga para escanteio qualquer possibilidade de união dos clubes, visando sua independência – para felicidade da dupla Marin / Del Nero, que continuará no comando de uma entidade detentora de um poder que nunca deveria ter.
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